10 empresas que falharam no quesito INOVAÇÃO

Inovação é uma das palavras na moda. E traz para cada um de nós o desafio de buscar algo novo, diferente, desconhecido e disruptivo, certo?

Que tal podermos refletir sobre isso ao verificarmos 12 empresas clássicas, que apresentaram falhas icônicas, desapareceram ou tiveram sua relevante representatividade diminuídas no mundo dos negócios.

Os fatos indicam falta de visão das disrupções ocorridas em função de tendências modernas e, mais adequadas às exigências do consumidor, junto com a astúcia dos novos concorrentes entrantes. Boa leitura!!

1. KODAK

KODAK é uma empresa de tecnologia que dominou o filme fotográfico mercado durante a maior parte século 20. A empresa perdeu sua chance para liderar a revolução da fotografia digital.

Steve Sasson, engenheiro da Kodak, criou a primeira câmera digital por volta de 1975.

“Mas era fotografia sem filme, então a reação da gerência foi, ‘É fofo, mas não conte a ninguém sobre isso’ ”, diz Sasson. Os líderes da KODAK não conseguiram ver a fotografia digital como uma tecnologia disruptiva. Um ex-vice-presidente da KODAK Don Strickland diz:”Desenvolvemos a primeira câmera digital do mundo, mas não foi possível obter aprovação para iniciar a vendê-la por causa do medo do efeitos no mercado de filmes “.

A gerência estava tão focada sobre o sucesso do filme que eles perderam a revolução digital depois de iniciá-la.

A KODAK pediu falência em 2012.

Ouça pela NPR – National Public Radio sobre isso com o tema (em inglês) “O fim da lealdade, a ascensão e queda de bons empregos em América” aqui neste podcast por Terry Gross, produtor executivo da NPR.

Atualmente a KODAK está produzindo equipamentos gráficos de última geração e realinha-se no mercado. Acesse o website e saiba mais em https://www.kodak.com/BR/pt/corp/default.htm .

2. NOKIA

A NOKIA, empresa fundada na Finlândia, foi a primeira a criar uma rede de celular no mundo. No final de 1990 e início dos anos 2000 era líder global em telefones móveis. Com a chegada da Internet, outras empresas móveis começaram a entender como os dados, e não a voz, eram o futuro da comunicação. A NOKIA não entendeu o conceito de software e continuou se concentrando no hardware porque a gerência temia alienar os usuários atuais, caso eles mudassem demais.

O erro da NOKIA foi o fato de não quererem liderar a mudança drástica na experiência do usuário.

Isso fez com que a NOKIA desenvolvesse um sistema operacional deficiente, com uma experiência ruim para o usuário e que não era adequada no mercado. A empresa superestimou a força de sua marca e acreditava que eles poderiam chegar tarde no jogo do smartphone e ter sucesso.

Em 2007, Steve Jobs lançou o iPhone, um telefone sem teclado, que era revolucionário na época. Realmente, assista ao vídeo e ouça pessoas adorando, na primeira vez que assiste a alguém usando uma tela sensível ao toque.

Em 2008, a NOKIA finalmente tomou a decisão de competir com o ANDROID, mas já era tarde demais. Seus produtos não eram competitivos o suficiente.

Acesse o artigo de James Surowiecki, publicado em 3/setembro/2013 na New Yorker com o título (em inglês)  “Onde a Nokia deu errado”

Atualmente a NOKIA atua em projetos com outras empresas parceiras, como SIEMENS no disputado mercado de TIC. Acesse o website e saiba mais.

3. XEROX

Outro desses grandes exemplos de falhas de negócios é a XEROX, pois foi a primeira a inventar o PC e o produto estava muito adiantado. Infelizmente, a gerência achou que ficar digital seria muito caro e eles nunca se preocuparam em explorar as oportunidades que tinham.

O CEO David Kearns estava convencido de que o futuro da XEROX estava em copiadoras. Os produtos de comunicação digital inventados não eram vistos como algo que pudesse substituir as marcas negras no papel branco. A XEROX não entendeu que  não pode continuar ganhando dinheiro perpetuamente com a mesma tecnologia. Às vezes, a tecnologia também falha.

Douglas K. Smith e Robert C. Alexander até escreveram um livro sobre a XEROX chamado: “Fumbling the Future: How Xerox Invented and ignored the first personal computer”.

Atualmente, ainda atua no mercado de copiadoras e cria soluções com foco em nuvem. Acesse o website e saiba mais.

4. BLOCKBUSTER

Por que o sucesso de público falhou? A empresa de aluguel de vídeos estava no auge em 2004. Eles sobreviveram à mudança do VHS para o DVD, mas não conseguiram inovar em um mercado que trazia o delivery e muito menos o streaming.

Enquanto a NETFLIX enviava DVDs para as casas de seus consumidores, a BLOCKBUSTER imaginou que suas lojas físicas eram suficientes para agradar seus clientes. Como eles lideravam o mercado de aluguel de filmes há anos, a gerência não viu por que eles deveriam mudar sua estratégia.

Em 2000, o fundador da NETFLIX, Reed Hastings propôs uma parceria ao ex-CEO da BLOCKBUSTER, John Antioco. Ela queria que a BLOCKBUSTER anunciasse sua marca nas lojas, enquanto a NETFLIX executaria o BLOCKBUSTER online.

A ideia foi rejeitada por Antioco porque ele achou ridículo e que o modelo de negócios da Netflix era “negócio de nicho”.

Mal sabia ele que a ideia de Hasting teria salvado o sucesso de público. Em 2010, a Blockbuster entrou com pedido de falência e a Netflix agora é uma empresa de US$ 28 bilhões.

Acesse o artigo da Forbes, de Jonathan Salem Baskin de 08/novembro/2013, que descreve apropriadamente o que exatamente aconteceu com a Blockbuster: “A internet não matou a Blockbuster, a empresa fez isso sozinha”.

Desde 2011, o Blockbuster faz parte do DISH e você ainda pode se Tornar um Blockbuster Night®. Continue a experiência da Blockbuster, ao se inscrever no DISH, e obtenha acesso a milhares de novos lançamentos no conforto de sua casa. Veja isso no website da empresa.

5. YAHOO

Em 2005, o YAHOO era um dos principais players no mercado de publicidade online. Mas como o YAHOO subvalorizou a importância da pesquisa, a empresa decidiu se concentrar mais em se tornar um gigante da mídia.

A decisão de se concentrar mais na mídia significava que negligenciaria as tendências do consumidor e a necessidade de melhorar a experiência do usuário. O YAHOO conseguiu conquistar um grande número de espectadores para visualizar o conteúdo, mas não obteve lucro suficiente para escalar.

O YAHOO também perdeu muitas oportunidades que poderiam tê-las salvado. Por exemplo, em 2002 eles quase tinham um acordo para comprar o GOOGLE, mas o CEO do Yahoo se recusou a fazer o acordo. E em 2006 o YAHOO tinha um acordo para comprar o FACEBOOK, mas quando o Yahoo diminuiu sua oferta, Mark Zuckerberg desistiu. Se a empresa tivesse assumido alguns riscos adicionais, talvez todos nós estivéssemos no Yahoo agora, em vez de pesquisar no Google.

Walter Frick, da Harvard Business Review, detalha em seu artigo de 02/junho/2016 o que aconteceu com o Yahoo: “O declínio do Yahoo em suas próprias palavras”.

Acesse a plataforma atual do YAHOO e acompanhe suas postagens de mídia, por segmentos.

6. NETSCAPE

O NETSCAPE era um dos navegadores de internet mais populares no final dos anos 90. E, era o favorito das instituições de ensino nos primeiros dias da Internet, quando o acesso discado era a maneira mais comum de acessá-la. Agora, o NETSCAPE é apenas mais um dos muitos exemplos de empresas de serviços de Internet.

Antes um serviço independente de navegação na Internet, agora o NETSCAPE pertence ao OATH.

A empresa foi construída com uma notável inovação tecnológica misturada com um excelente time de liderança, como preconizado por George Dickson em https://blog.bonus.ly/6-things-every-great-leader-should-know-about-recognition/. Mas a empresa perdeu sua batalha contra o Internet Explorer e outros concorrentes.

Sean Cooper explica a queda da empresa em seu artigo, publicado em 10/maio/2014, “O que aconteceu com a Netscape?”.

Acesse a plataforma do NETSCAPE para saber como está atualmente.

7. SEGWAY

O SEGWAY era um scooter motorizado pessoal inventado e lançado no mercado em 2001. Foi projetado com a intenção de ser uma opção de transporte revolucionária, mas acabou na lista de invenções que falhou.

Uma opção fácil de usar, perfeita para viagens curtas e com menor consumo de combustível. No entanto, SEGWAY não agradou às massas e o preço correspondia ao de uma motocicleta mais nova.

Embora o produto fosse revolucionário, os poucos que podiam pagar o preço de US$ 5.000,00 estavam tendo dificuldade em encontrar usos práticos para ele. Havia perguntas sobre se era seguro para o manuseio da rua. Muitos críticos estavam perguntando por que alguém iria investir em algo tão caro se você não tinha permissão para usar?

Peter Shankman, uma das cinco primeiras pessoas em Nova York a comprar um SEGWAY, disse: “A polícia não sabia o que fazer com ele. Eu não sabia onde montar. Além disso, eu era chamado de preguiçoso mais vezes que podia contar, toda vez que o usava, . Não é uma boa receita para o sucesso.” Atualmente, o veículo de duas rodas é usado principalmente por seguranças de shopping e grupos de turistas.

Jordan Golson, em artigo de 16/janeiro/2015 explica “Por que o mercado e os preços nunca foram feitos para uma revolução da Segway”.

Hoje, desenvolve produtos para transportes, incluso patinetes, com tecnologia elétrica (veja website).

8. SEARS

A SEARS, uma empresa de loja de departamentos, possuía uma das torres mais altas do mundo em 1973 e foi, em geral, um sucesso. Mas, quando surgiu uma nova geração de grandes varejistas como WALMART e KMART, a SEARS perdeu de vista o que era bom.

SEARS costumava ser um lugar que ajudava a conjurar sonhos de uma vida melhor, oferecendo desde vestidos a máquinas de costura. Os concorrentes se afastaram do modelo geral de lojas, enquanto a SEARS achou difícil se adaptar às mudanças nos gostos dos consumidores. A gerência da SEARS estava certa de que uma loja de descontos como o WALMART não era concorrente.

A SEARS agora está na lista de empresas que falham e, até hoje, continua experimentando um declínio no tráfego e nas vendas nas lojas, porque eles têm dificuldade em mudar para o digital. A SEARS continua a perder dinheiro e está cortando horas, pagamento e número de funcionários de varejo para economizar dinheiro. Tudo isso fazendo com que as lojas e a experiência do cliente piorem. Recentemente, a SEARS anunciou que está fechando cerca de 166 lojas nos Estados Unidos.

Mark Milke explica, em artigo publicado em 11/outubro/2017 “Porque Sears falhou”.

Atualmente, está unida sob a bandeira TRANSFORMCO.

9. ATARI

A ATARI foi pioneira em jogos de arcade, consoles de videogame doméstico e computadores domésticos. Seus produtos inovadores, como Pong e Atari 2600, foram os jogos que ajudaram a definir a indústria de entretenimento eletrônico na década de 1970.

Seus pontos de vista sobre o jogo como uma indústria eram falhos. Eles viam o jogo como um processo individual, e não como uma experiência compartilhada, que era o completo oposto de seu design original.

O ex-desenvolvedor da Atari, Howard Scott Warshaw disse em entrevista que: “Sob a liderança do CEO Ray Kassar, a Atari passou por uma transformação de uma empresa tecnicamente inovadora para uma focada em jogos licenciados. Uma vez que você teve esse vínculo com a propriedade, isso foi tudo que houve em um jogo”, disse ele. “Tudo o que você precisava era de algo para colocar em uma caixa e vender. O desenvolvimento foi interrompido.”

Mark Langshaw, em postagem de 27/janeiro/2013, apresenta sua perspectiva sobre ATARI em seu artigo “A ascensão e queda de um gigante dos jogos”.

Atualmente, desenvolve hardware para jogos com opções streaming.

10. GENERAL MOTORS

General Motors (GM) era uma corporação que costumava projetar, comercializar, fabricar e distribuir veículos e peças de veículos. Fundada em 1908, a empresa foi a maior fabricante de automóveis de 1932 a 2007.

Ao não inovar e ignorar a concorrência, a GM se viu à porta da maior falência da história americana. Os gestores da empresa se preocupavam apenas em obter lucro e optaram por não investir peças ou produtos confiáveis.

Eles evitaram investir em novas tecnologias que poderiam ter melhorado a qualidade de seu produto para atender às novas necessidades dos clientes. A empresa atual, General Motors Company (GMC), foi fundada em 2009 e comprou a maioria dos ativos da empresa antiga.

Uma joint venture relativamente desconhecida entre a TOYOTA e a GM na Califórnia durante o verão de 1984 foi o resultado de uma improvável combinação de dois concorrentes. A parceria foi nomeada NUMMI (New United Motor Manufacturing Inc). Tanto a TOYOTA quanto a GM concordaram em se unir e processar “segredos” para construir carros mais inovadores para o público americano. Por fim, o NUMMI foi um fracasso, mas as lições aprendidas permitiram à GM continuar a inovar e aprender com seus erros anos no futuro.

Vale ouvir o podcast da NPR, postada em 17/julho/2015,que conta a história  do que foi aprendido por estas duas grandes empresas com a NUMMI.

A TESLA comprou a fábrica e a propriedade da NUMMI em 2010 e agora produz seus veículos no local.

Depois que leu fica a questão …. como está esse tema no dia a dia de sua gestão empresarial? Deixe seus comentários no blog para debatermos.

#fatorsyn!

Luiz Roberto Nascimento

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