6 pilares para seu sucesso: vamos conversar sobre a VERDADE

Verdade é a afirmação do que é correto, do que é seguro e certo.

A Verdade tangível é fundamentada pela sensorialidade, que são os sentidos físicos e quimicamente estruturados e, que são parte de corpos formados, e obedece a certeza de que está tudo correto tanto para humanos quanto para qualquer outro ser vivo – por sensorialidade apenas.

A Verdade intangível é a que está estruturada na forma-pensamento e nas idiossincrasias e, são estas verdades que determinam as crenças, os desejos, os estímulos, a impetuosidade ou as incertezas, as dúvidas, os medos e temores introspectivos no homem e, que são fundamentais nas relações de vida e a compreensão para a formação de grupos familiares, sociais e comunitários…

De fato, todos os seres vivos com capacidade de locomoção, têm como Verdade sem que percebam isto, a “sensorialidade”, amparada pelos cinco sentidos que formam a percepção – a visão, o olfato, a audição, o tato e o paladar. Mesmo nos organismos uno e multicelulares, esta sensorialidade está presente.

Os sentidos são parte dos ¨sistemas simpáticos” – os percebidos e dos ¨sistemas parassimpáticos” – os não percebidos, mas presentes, dos organismos vivos.

A Dra. Michelle Alves da Silva, Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade de Aveiro, SP, assim refere-se aos cinco sentidos humanos que demonstram seguramente a forma perceptível e existencial deste magnifico ser que é o homem:

“Devido a sua relação com o ambiente, todo ser humano experimenta diariamente inúmeras sensações e estímulos em seu corpo. Essas informações chegam ao cérebro através de ferramentas – os receptores sensoriais – que o organismo possui para explorar e interpretar o mundo ao seu redor.

Existem nos animais, alguns sentidos mais aguçados que os sentidos do homem, como os cães, com olfato ou pássaros com visão, mas nenhum animal desenvolveu uma combinação de sentidos tão abrangente como o ser humano. Foi justamente essa versatilidade que auxiliou a espécie humana a chegar até aos tempos modernos, desde os primórdios. A capacidade de sobrevivência humana depende diretamente da integração dos diversos sentidos presentes no seu organismo com o ambiente onde vive.”

O tema sensorialidade fundamenta a vida e a prova da existência estrutural do homem e seres vivos; está diretamente associado a percepção através dos sentidos e, são os sentidos que identificam necessidades primárias para a manutenção dos movimentos ou a vida dos seres vivos – fome, sede, cansaço – com reposição de nutrientes. Queiramos ou não, a tudo isto damos o nome de “Verdade Tangível” ou a afirmação do que é correto, do que é seguro, do que é certo.

A Verdade Intangível é a que lota a mente humana exercendo grande importância no julgamento das suas ações, no seu comportamento, promovendo ou não seu melhor desenvolvimento e progresso.

Um dos magníficos campos de Verdade Intangível é a corrente filosófica conhecida como “Relativismo” tendo o filósofo alemão Max Weber, nascido em 21 de abril de 1864 e falecido em 14 de junho de 1920, como um dos precursores da Verdade Relativa. Seus estudos recaíram sobre questões teórico-metodológicas-sociais acerca da origem da civilização ocidental e seu lugar na história universal.

Onde a verdade é relativa, afirmava Weber, não existe uma verdade absoluta no plano geral.

Assim, a verdade pode se aplicar para algumas pessoas e para outras não, pois depende da perspectiva pessoal e do contexto social de cada indivíduo para aceita-la como fato. Ainda dizia Max Weber:

“E quanto mais ‘gerais’ são as Verdades, quanto mais abstratas elas são.”

Na compreensão sociológica de Weber, há o conceito de “tipo ideal de verdade”, um instrumento metodológico para a análise de um fato ou ação social. Esses “tipos, regras ou leis” não devem ser colocados como um fim que se deseja alcançar, mas algo que seja objetivamente possível de ser aceito, provável, dentro da experiência comum do homem ou fato social.

O “tipo ideal” atua como organização das hipóteses e a primeira perspectiva em relação ao objeto é a comparação entre ele e a realidade de que se oriunda formando assim o que Weber chamou de “a verdade cientifica”.

Esse método de Weber encontra lugar na discussão de como implantar os direitos humanos na ordem contemporânea e em como conviver com as enormes diferenças pessoais, culturais e de valores que alguns países possuem em relação à própria fundamentação dos direitos humanos como Verdade, por exemplo.

Segundo a autora Flávia Piovesan em sua obra “Declaração Universal de Direitos Humanos: Desafios e Perspectivas”, ed. 2009, fundamentada no Relativismo de Max Weber, “para os que defendem o universalismo, os direitos humanos são intrínsecos à condição humana digna e é essencial se estabelecer o mínimo de regras de convivência.

Os relativistas afirmam que os fundamentos desses direitos e valores decorrem da visão política, econômica, social e cultural vigente em cada sociedade, que possuem seus aspectos históricos particulares e seus direitos fundamentais”. Assim, para Weber, diz a autora, “o ‘tipo ideal’ proveniente da teoria geral dos direitos humanos, com todos os fundamentos que regem comportamentos pessoais, sociais e culturais, no caso da implantação destes seria abandonado, devendo-se buscar um método investigativo que se aproxime da “Verdade Científica”, Verdade aceita por todos ou a Verdade Absoluta.

O que é verdade para uma pessoa, desde que seja aceita por todos, é Verdade para todos.

Isto tudo sobre o “tipo Ideal” ou “Verdade Absoluta” baseada no Relativismo de Max Weber, nos leva a outro conteúdo filosófico de Verdade Intangível: o Existencialismo do filósofo francês Jean Paul Sartre.

No Existencialismo de Sartre, está o pensamento separativista da percepção – sentidos, Verdade Tangível, e da imaginação – abstraísmo, Verdade Intangível.

“Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”, ou ainda; “O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós” dizia Jean Paul Sartre (1905-1980).

Antes de chegar nesta tão celebre frase, Sartre passou por toda uma construção anterior desse pensamento desembocando posteriormente no pensamento conhecido como “existencialista”, desenvolvendo um pensamento separativista da percepção e da imaginação, em que contesta o subconsciente freudiano desvinculando-se do determinismo religioso, com a ideia posterior de responsabilizar o homem pelos seus próprios atos, expondo a ideia de liberdade como um aprisionamento do ser – “Não somos livres de ser livres”, escreveu Sartre, já que o homem é o único ser capaz de criar o nada. E, continua: – “Ao tomar uma decisão, percebo com angústia que nada me impede de voltar atrás. Minha liberdade é o único fundamento dos valores que a mim atribuo”.

Os “valores existencialistas” a que se refere Jean Paul Sartre, são os fundamentados pelas Verdades Intangíveis incorporadas pelo “Tipo Ideal ou Verdades Absolutas” proposto no Relativismo de Max Weber, gerando no homem a angustia de saber que nada o impede de voltar atrás após uma tomada de decisão, arcando com o medo de empreender novamente com sua própria liberdade, assim, condenado a uma liberdade insatisfatória e jamais alcançando o que realmente deseja sendo, portanto, uma liberdade irrealizável.

Em nosso trabalho e exposições “Você Refazendo Você”, abordamos o tema “Liberdade aprisionada” com maiores propriedade, propondo alternativas pontuais para encontro de satisfações.

No pensamento Existencialista de Sartre, Deus não existe, portanto o homem nasce despido de tudo e existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, o que significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge, e só depois se define.

Assim, não há natureza humana concebida por alguém ou algo; a única natureza pré-existente é a biológica e se o Nada Existe, nada podemos encontrar já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa existência ou conduta. Assim não teremos justificativa para nosso comportamento, sendo a busca pela satisfação, uma constante.

Estando só e sem desculpas, esta situação remete ao pensamento Niilista de outro grande filosofo, Frederick Nietzsche.

Nietzsche afirmou que “o sentido da filosofia para estudo da Verdade é uma busca do sentido da vida cotidiana, biológica, fisiológica e sensorial ou Verdade Tangível – e que somente a partir desse olhar para a própria vida é que o ser humano consegue atingir uma vida plena e autêntica, pois é a partir daí que ele vai construindo sua própria existência ou Verdade Intangível.

No Niilismo ou no Nada de Nietzsche, o centro da Verdade Absoluta de Max Weber e Existencialista de Sartre está no homem biológico.

Outros pensadores do século passado abordaram as experiencias humanas para a melhor formação pessoal e das sociedades com muita simpatia. Aléxis Carrel, engenheiro e filósofo francês em sua magnifica obra “O Homem, Este Desconhecido”, escrita em 1904, aborda temas sobre Verdades Tangíveis e Intangíveis, tendo o comportamento biológico humano como sempre Criador.

O notável de tudo isto é que a Verdade Absoluta, Relativista, Existencialista e Niilista é a que dá ao homem os fundamentos necessários para realizar as suas conquistas a partir do que planejar de melhor para sí.

A fórmula “ser livre” não significa “obter o que se quer”, e sim “determinar-se a escolher”.

Nas questões operacionais da vida humana, as pessoas, sem perceberem, são de fato o desenvolvimento biológico criador que fundamentam a Verdade.

Ainda que haja relutância da maior parte da humanidade em aceitar que os fundamentos biológicos são os verdadeiros formadores das Verdades da Vida e Verdades Humanas, seja por crenças ou determinismos pessoais, sempre haverá espaço – conforme Weber e Sartre, para que o homem possa progredir em pensamentos e ações, visando seu bem-estar pessoal, social, cultural, econômico.

E, quando levamos estas informações para as relações de atividades profissionais e de trabalho, por exemplo, vamos encontrar elementos de análise suficientes para emoldurarmos a Verdade na forma de empreendimentos onde, nas empresas, que são “seres abstratos” transformados em “concretos” pela ação de colaboradores, as “Verdades Tangíveis ou os sentidos” assemelham-se ao patrimônio formado, aos colaboradores, aos materiais de operação, produção, a formação do caixa para atendimento das necessidades financeiras e, as ¨Verdades Intangíveis ou abstrações, crenças e idiossincrasias” assemelham-se aos fornecedores, produtos, clientes, compra e venda e lucro.

Da mesma maneira acontece nas relações domésticas e sociais, onde as Verdades Tangíveis e Intangíveis formam patrimônios, administração de bens duráveis, alimentos e relações interpessoais e afetivas. São nestas relações que existem as escolhas.

Afirma o filósofo Pedro Henrique Guimarães de Moura, amparado na concepção de Sartre “que o homem é fadado a liberdade, condenado a ser livre, sendo o existencialismo nada mais que um humanismo, uma doutrina antropocêntrica, mas que nunca toma o homem como fim, pois, e como se observa, este está sempre por fazer-se, tornando-se autor primário da Verdade e da ação. Por isso, a necessidade de se clarificar as Verdades da doutrina existencialista, afastando-a de preconceitos e pessimismos, deixando ao homem a possibilidade de escolha e a potencialidade de transformação.”

Como descrevemos em “Autenticidade”, este o primeiro tema dos “6 Pilares para o Sucesso” a Verdade a ele associada será sempre uma formidável colaboradora e “Formadora de um Estilo Próprio de Viver”, de apresentação funcional a ser notada que, sem dúvida, cria influencias e caminhos junto a sociedade, desenvolvendo modelos de imagem e atitudes quando pessoais e, modelos de imagem institucional quando relacionada a produtos e serviços, como demonstração de confiança intrínseca que advém da segurança com que pessoas, empresas e organizações observam como resultado de criações.

Nas relações pessoais emocionais, empresariais e sociais, a Verdade Tangível ou Intangível está presente no início de um namoro, por exemplo, cujo desejo primeiro será sempre o de que as relações iniciais de conquista e aceitação, se perpetuem…

O “Relativismo” de Max Weber, o “Existencialismo” de Jean Paul Sartre, o “Niilismo” de Frederick Nietzsche podem funcionar como estímulos filosóficos para a formação de melhor futuro pessoal e social, onde deverá sempre prevalecer “Conhecereis a Verdade e Ela Vos Libertará”.

“Desenvolvimento de Aptidões de Liderança, Foco e Planejamento Empresarial” para orientar e iniciar no desenvolvimento dos primeiros passos rumo ao seu melhor desempenho e enfrentamento destas oportunidades e desafios, é o objetivo maior para começar a vivenciar, por meio de orientações e práticas, os 6 Pilares do Sucesso:

Autenticidade | Verdade | Objetividade | Realidade | Temporalidade e Responsabilidade.

Na próxima postagem, irei explorar o pilar “Objetividade”, para que compreendam o valor e a importância deste desenvolvimento em sua jornada pessoal, familiar, social e profissional.

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