Gestão do conhecimento para a eficiência gerencial e na prevenção de perdas financeiras ou não

Sirvo-me do presente artigo para abordar além do acrônimo tão em voga no ambiente corporativo relacionado ao trinômio: GRC -Governança, Risco e Compliance que deve passar pela rápida incorporação no âmbito da sociedade brasileira em geral, se quiser acompanhar as constantes transformações sociais disruptivas, derivadas da mundialização que tem levado a mudanças profundas nas relações sociais e, principalmente, nas relações sócio-econômicas nos anos que estão por vir.

As reflexões aqui dispostas de maneira professoral para que os agentes sociais compreendam que empregos e empresas desapareceram e desaparecerão, principalmente para aqueles que não tenham a percepção que o mundo está mudando numa velocidade maior que a capacidade de mudança para aqueles que sucumbiram e sucumbirão diante da velocidade exponencial provocada pelas interconexões da sociedade digital, onde não há como deter a evolução provocada pelo processo constitutivo do conhecimento.

Portanto, aqui irei apresentar alguns cuidados que os dirigentes e gestores (públicos e/ou privados) deverão ter em conta no processo de adequação à gestão do conhecimento voltado para a eficiência gerencial e na prevenção de Perdas Financeiras ou não, pois mesmo aquelas não financeiras podem e devem ser convertidas em valores financeiros, exemplificando a questão reputacional que pode destruir valor das empresas.

Banco de Solução de Problemas

Esta proposta faz referência à utilização de metologia adotada por uma produtora cimenteira internacional, demonstrando que as ideias/soluções vão para um repositório de maneira que todas as unidades possam solucionar problemas semelhantes anteriormente resolvidos, através da utilização do MASP-Método de Análise e Solução de Problemas que tem por finalidade dar o seguinte tratamento aos problemas:

  1. Problema: Identificação dos problemas;
  2. Observação: Análise de suas características;
  3. Análise: Encontro das causas principais;
  4. Plano de ação: Estabelecimento de um plano para eliminar as causas;
  5. Ação: Implemento do Plano de Ação;
  6. Verificação: Acompanhamento da eficácia do Plano de ação;
  7. Padronização: Gestão por objetivos através de Normas e Procedimentos;
  8. Conclusão: Retroalimentação das atividades de conquista e manutenção de padrões.

Dando vazão à utilização de Data Science, podemos utilizar o trabalho de Silvio Segura Sala e outros “Uma Comparação Dos Algoritmos Heurísticos Aplicados na Solução do Problema de Alocação Ótima dos Bancos de Capacitores” (clique aqui para acessar) com recursos possíveis apontados no seu Resumo:

  • Este trabalho apresenta três propostas da família dos algoritmos heurísticos aplicados na solução do problema de alocação ótima de bancos de capacitores em redes de distribuição elétrica. Este problema se caracteriza por ser não linear inteiro misto, difícil de resolver, pois apresenta o fenômeno da explosão combinatória.

Certificação/Qualificação Profissional

Aqui vale a pena tratar da questão de Certificação e Qualificação Profissional, não só das lideranças, mas de todo o corpo de colaboradores e cadeia de suprimento da organização.

Assim, vale a pena ler o artigo de Geraldo Capano e Ivo Steffen “A Evolução dos Modelos de Gestão por Competências nas Empresas” (clique para acessar) com o seguinte trecho à página 49:

  • …mediante uma análise comparativa entre as tarefas previstas no perfil da ocupação e as tarefas de domínio desses trabalhadores eram organizados cursos de aperfeiçoamento profissional para que os trabalhadores pudessem complementar a sua formação. Ao final desse aperfeiçoamento era conferida uma certificação profissional aos trabalhadores segundo a descrição de tarefas e operações da referida ocupação.

Cocriação

Existem algumas entidades que buscam evolução a exponencial do desenvolvimento organizacional, bem como superação das dificuldades de encantamento dos clientes através do processo de cocriação, utilizando os conceitos como o somatório das inteligências e ideias do time interno e da cadeia de suprimento, de maneira que o engajamento e crença que 1 + 1 é mais do que 2.

Portanto, veja o resumo da dissertação de Sandra Saraceni “Cocriação de Valor no Relacionamento Empresa-Cliente: Um Estudo Exploratório” (clique para acessar), que traz:

  • Na prática de cocriação, as empresas convidam os stakeholders para explorarem as oportunidades e resolverem problemas coletivamente. Para muitas empresas, o aprendizado a partir dessas interações com os clientes/stakeholders, com o envolvimento do usuário no processo, promove agregação de valor aos produtos/serviços. Nesse sentido, a partilha e as interações com o cliente fazem irromper experiências, que vão desde ideias sobre melhora ou personalização de produtos, até o compartilhamento de seus sentimentos no uso desses produtos.

Comitê de Crise

Tenho estudado o tema de riscos e compreendo que não há como “zerar” a possibilidade de materialização dos Riscos, mas a mitigação passa pela adoção de várias metodologias, sendo que, quando se trata do Plano de Continuidade de Negócios, deve tratar da constituição de um Comitê Multidisciplinar, com um plano pré-estabelecido.

Este comitê deve, se possível, reunir-se em um local físico, com todos os líderes e não só o CEO ou Presidente e sua diretoria, para que em caso de ocorrência de eventos decorrentes das atividades corporativas ou por eventos relacionados à catástrofes naturais, como: Vendavais, Enchentes, Raios ou Terremotos, bem como de atividades como: Vazamento de Dados na Internet, Envolvimento com Fraudes ou Corrupção, Incêndio, Explosões em Plantas Industriais ou Escândalos Jornalísticos.

Assim, vale a pena observar o artigo de Alexandre Caldini “Como Gerenciar a Crise” (clique para acessar) com as seguintes palavras à página 5:

  • Monte um comitê para gerenciar a crise e sua comunicação. Prepare press-releases, depoimentos, listas de perguntas e respostas, testemunhas favoráveis etc. Agende entrevistas e atenda bem a imprensa. Publique um anúncio explicando a posição da empresa. Monitore a mídia e corrija erros. Mantenha ativos os canais de comunicação com o governo.

Consciência

Necessário se faz que ao lado da Cultura Organizacional, seja criada uma Consciência Corporativa destinada à conquista e manutenção da excelência empresarial. Diante do exposto julgo conveniente conhecer a opinião de Amaury José Rezende, Carlos Eduardo Fernandes Facure e Flávia Zóboli Dalmácio no artigo “Práticas de Governança Corporativa em Organizações Sem Fins Lucrativos” (clique para acessar), que na página 5 assim se manifesta:

  • Além disso, a OECD apresenta outros fatores que podem ter impacto na reputação e no sucesso da companhia no longo prazo, tais como: a ética empresarial, a consciência corporativa do meio e os interesses sociais das comunidades.

Cultura Organizacional

Muitos autores trataram do tema, mas creio já estar consolidado no meio acadêmico e corporativo que este conceito está vinculado às melhores práticas de gestão de empresas independente do porte, ramo de atividade ou controle societário.

Portanto, vale conhecer o livro de Giuseppe Maria Russo “Diagnóstico da cultura organizacional: O Impacto dos Valores Organizacionais no Desempenho das Terceirizações” Ed. Altabooks – 2017, (clique aqui para acessar), que assim se manifesta na apresentação:

  • Este livro teve como origem a preocupação de sistematizar e compartilhar uma forma de realizar o diagnóstico da cultura organizacional em empresas de pequeno e grande porte, públicas e privadas, assim como nacionais e multinacionais. Apesar de não ter como objetivo discutir os processos, os contratos e os motivos da terceirização, esta obra objetiva demonstrar a influência da cultura organizacional no desempenho da terceirização.

Outro trabalho importante é o artigo de Gustavo Mello Saltoratto e outros “Geração Z e os Seus Impactos na Cultura Organizacional” (clique para acessar), com o Resumo a seguir:

  • Com a chegada da “Era da Informação”, as empresas passaram a considerar os funcionários como agentes ativos, responsáveis pelo processamento das informações e pela constituição da vantagem competitiva. Entretanto, conflitos surgem no ambiente de trabalho devido às diferenças culturais entre os colaboradores, que pertencem a diferentes gerações. A Geração Z, composta por aqueles nascidos após 1995 e caracterizados por terem crescido com a internet, está ingressando no mercado de trabalho atual, e por possuir características próprias, provavelmente haverá um incremento das diferenças culturais entre as gerações. Com o objetivo de analisar o perfil da Geração Z, foi realizado um estudo de caráter descritivo, de natureza quali-quantitativa, com 76 alunos de um curso de Engenharia de Produção de uma universidade privada da cidade de São Paulo, a fim de verificar quais são as características desta geração e o tipo de mudança que a mesma poderá promover na cultura das organizações. Com os resultados obtidos, foi possível descrever a geração com maior assertividade e também fomentar um cenário sobre seus integrantes como futuros líderes das organizações.

Dono do Risco

O que tenho ouvido nos fóruns que tenho frequentado sobre Riscos é relevante à determinação de quem é o DONO DO RISCO.

É comum o Dirigente ter a crença de que o CRO – Chief Risk Officer é o responsável pela gestão do risco, quando na verdade apenas disponibiliza as ferramentas mitigadoras de riscos.

Assim, julgo conveniente observar o livro “Gerenciando Projetos de Sucesso com PRICE2”-OCG-Ingraterra-Ed. TSO-2011 (clique para acessar), que à página 91, traz:

  • Há um risco que um fornecedor principal vá à falência. O diretor comercial foi designado como dono do risco. Algumas respostas ao risco foram identificadas e selecionadas. Uma das respostas ao risco (plano alternativo) é identificar possíveis fornecedores alternativos que tenham a capacidade de entregar os Pacotes de Trabalho afetados a curto prazo, e obter orçamentos. O Gerente de Aquisições é o tomador de ação para riscos para esta resposta a risco específico. Em muitos casos, o dono do risco e o tomador de ação para riscos podem ser a mesma pessoa. O dono do risco deve ser a pessoa mais capaz de gerenciar o risco. Deve-se evitar a designação de muitos riscos para um indivíduo.

Ética e Transparência

Já me posicionei que parece piegas tratar deste tema, mas falando em valor de empresas, num treinamento a Professores Finanças na B3 sobre Análise de Investimentos e Derivativos na última semana de novembro/2019, no que se refere aos valores gerados das empresas integrantes do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial  (veja a situação das empresas listadas) estão consistentemente acima do Ibovespa (clique para verificar a comparação).

Para a grande maioria das empresas não listadas, que num outro momento podemos tratar sobre o motivo pelo qual o Mercado de Capitais seja tão incipiente no Brasil, deverão seguir os conceitos inerentes às empresas que respeitam as relações entre os stakeholders com responsabilidade social diferenciada.

Diante do exposto é interessante ler o artigo de Felipe de Oliveira Matos e outros “O Novo Mundo dos Negócios, Pautado na Era da Ética e da Transparência: Um Estudo Bibliométrico das Congruências, Ponderações e Aspectos Conceituais”, publicado nos Anais do ENPG vol.3 Nº 1-2019 (clique para acessar), com o seguinte resumo:

  • Nesta pesquisa são abordados temas relacionados ao “mundo dos negócios, pautado na era da ética e transparência” suas congruências, ponderações e aspectos conceituais. Demonstrado através da literatura especializada, obtidas por método de pesquisa bibliográfica. A análise pelas observações transcritas ao longo do texto, das relações éticas como recurso de atuação na gestão empresarial com ênfase nas pessoas, propiciadoras de práticas efetivas que possam contribuir para construção de negócios transparentes e sustentáveis. Deste modo conclui-se que a organização fora destes padrões e estratégias, não contemplam conceitos éticos como responsabilidade social e ambiental.

IoT / Machine Learning

Estes termos estão vinculados ao que se tem chamado de Transformação Digital e Indústria 4.0, que são características das ofertas disruptivas oferecidas pela era da informática.

Aqui serão ressaltadas aplicações produtivas e corporativas voltadas a excelência e eficiência na gestão de negócios. Portanto, vamos observar no livro “Como Usar a Internet das Coisas para Alavancar seus Negócios” de Bruce Sinclair – Ed. Autentica – 2018 (clique para acessar) que, no Capítulo 3 – Monetizar o Valor do IoT, traz as seguintes palavras:

  • Quase toda a narrativa em torno da inovação em IoT é sobre tecnologia, mas os recursos de coleta de dados da IoT terão um efeito profundo também sobre a inovação do modelo de negócios. Usar dados para a criação de valor e para a monetização do valor inicia uma nova era em inovação de negócios, até hoje impossível. À medida que se torna mais sofisticada, a tecnologia de IoT cria mais valor não só para o produto, mas também o negócio. O modelo de negócio descreve como a empresa ganha dinheiro com a criação de valor. Em IoT, todo o valor incremental decorre da transformação de dados em informação útil.

Já sobre Machine Learning trago as palavras de Guilherme Azevedo Silveira e Bennett Bullock, que no livro Machine Learning: Introdução à Classificação” Ed. Casa do Código (clique para acessar), temos as seguintes palavras do capítulo 1:

  • …vamos falar de diversos problemas que podemos resolver com machine learning, inteligência artificial, aprendizagem de máquina, isto é, com algumas dessas palavras bonitas que estão ligadas de alguma maneira com soluções para resolver problemas um pouco mais difíceis no nosso dia a dia. Nosso propósito não é mostrar o formalismo, e por isso mesmo não nos apegaremos a definições muito formais. O objetivo é instigar a sua curiosidade de utilizar algoritmos para a solução de diversos tipos de problemas. Ao terminar este livro, você terá a liberdade de escolher seu caminho, e aí sim o formalismo será de extrema importância.

Prevenção de Perdas

Venho estudando o tema desde 1996 quando fui Gerente Financeiro de multinacional finlandesa/norte-americana.

Seu presidente determinou que fizesse um curso sobre o tema, pois é rotina de empresas no primeiro mundo, para evitar que tais eventos ocorressem na empresa. Com esta visão vamos às palavras de Gilson Moura em seu livro “Manual de Prevenção de Perdas e Sua Aplicação Estratégica no Varejo” Ed. Clube dos Autores – 2014 (clique para acessar), na página 13:

  • De que adianta o varejista programar ações para buscar o aumento das vendas e melhoria das margens se não há preocupação com as perdas da empresa? Todo o sucesso obtido com essas ações acaba indo, literalmente, para o ralo. Por isso, boa parte dos varejistas de grande e médio porte possui uma área de Prevenção de Perdas, para o gerenciamento dos riscos nas operações das lojas e centros de distribuição. A preocupação com as perdas surgiu como alternativa diante da dificuldade para aumentas as vendas e melhorar as margens.

Responsabilidade Social

Trata-se da condição das entidades públicas e privadas no que se refere ao Triple-Bottom-Line, qual seja aquela vinculada além dos objetivos Econômicos, também os Sociais e Ambientais.

Para ilustrar vamos acompanhar o raciocínio de Patrícia Almeida Ashley (Coord) “Ética e Responsabilidade Social nos Negócios” 2º Ed. Saraiva – 2005 (clique para acessar), que na Apresentação, traz o seguinte:

  • A Academia procura se antecipar o quanto pode e acompanhar sempre o movimento da RSC, ajudando as organizações a concretizar seus esforços da forma mais correta e ética possível, focando-os na mesma direção que o resto do mundo. Em segundo lugar, uma onda de escândalos em empresas tidas como líderes em ética nos negócios surgiu como exemplo de que a ética e a responsabilidade social não podem ser usadas como instrumento de relações públicas ou marketing. O próprio governo se adianta na busca de princípios e processos mais transparentes, de accountability em seu trabalho e na exigência de que o setor privado se mobilize. O Banco Central do Brasil foi pioneiro na exigência de criação de controles de ética e compliance nas instituições.

Riscos Emergentes

São os considerados como invisíveis e/ou imprevisíveis e tem provocado desconforto ao corpo diretivo das organizações que já passaram a tratar seriamente os riscos corporativos, pois quanto mais se estuda e pesquisa os riscos que podem acometer bem como ameaçar aos objetivos de geração de valor aos stakeholders, mais descobrem que podem surgir riscos imperceptíveis ou não mapeados.

Sendo assim penso ser conveniente levar em consideração os conceitos de João Areosa e Hernâni Artur Veloso Neto no livro “Sociedade dos Riscos Emergentes” Ed. Civeri – Lisboa – 2014 (clique para saber mais), com o contido na página 6:

  • O presente texto cumpre o intuito de enquadrar a problemática dos riscos psicossociais no trabalho enquanto riscos emergentes, procurando fornecer pistas explicativas para o que se acredita ser uma tendência contemporânea de atribuição de visibilidade a determinados riscos ocupacionais. É um fenômeno que, em grande parte, pode ser explicado pela mobilização dos quadros teóricos da sociedade do risco e da amplificação social do risco, nomeadamente através da análise do papel assumido pela ciência e pelos amplificadores sociais no incremento do conhecimento e do debate público sobre fatores de risco e níveis de exposição populacional. A tipificação assumida como título do texto visa precisamente dar ênfase a essa premissa dos contextos sociais atuais como sociedade dos riscos emergentes. Favorece a condensação dos pontos de vista que serão explorados e a explicitação dos pressupostos que sustentam e podem orientar a navegação pela reflexão apresentada.

Riscos Interorganizacionais

Este conceito passa pela concepção de que a interferência de um órgão ou área na entidade pode gerar instabilidade em outra.

De outra forma, a organização é o conjunto de pessoas aglutinadas em organismos corporativos formais e/ou informais e observando suas forças e fraquezas podem trazer desequilíbrio institucional, levando a materialização de rupturas que tragam ineficiências que provoquem perdas de eficiência e impedimento da conquista e manutenção de desempenho organizacional planejado.

Com tais conceitos, convido a leitura do artigo “Confiança, controles e riscos em relacionamentos interorganizacionais no âmbito de cadeias de suprimentos”, dos autores: Diego Antonio Bittencourt Marconatto, Vania Estivalete e Eugenio Avila Pedrozo na Revista Administração UFSM, Santa Maria, v. 7, número 4, p. 700-718, DEZ. 2014 (clique para acessar), com a introdução do Resumo:

  • As pesquisas realizadas no âmbito das cadeias de suprimentos não têm considerado de forma sistematizada a inter-relação existente entre a confiança, os controles e riscos interorganizacionais. Assim, o presente trabalho tem o objetivo de responder a seguinte questão de pesquisa: como a confiança, os controles e os riscos interorganizacionais se afetam mutuamente no âmbito das cadeias de suprimentos?
  • Para tanto, o framework teórico de DAS, T. K.; TENG, Bing Sheng. (Trust, Control, and Risk in Strategic Alliances: an Integrated Framework. Organization Studies, vol. 22, n. 2, p. 251-283, 2001) é operacionalizado em uma das maiores cadeias de suprimentos do Brasil. Através das quinze entrevistas e da pesquisa documental realizada, emergiram oito proposições principais.

Riscos Políticos

O ser humano é político em essência e por este motivo pode provocar desvio de conduta e possibilidade de trazer os reflexos dos efeitos danosos de tais comportamentos dos integrantes da cadeia de valor de uma entidade pública ou privada.

Para observar este conceito, convido a conhecer a dissertação de Marcelo Nova Guimarães de 2011, com o título “Avaliação do Impacto dos Riscos Políticos e Regulatórios na Indústria do Petróleo” (clique para acessar), com o seguinte Resumo:

  • O objetivo deste trabalho é determinar a melhor maneira de se quantificar os riscos políticos e regulatórios a que alguns ativos estão expostos, que fazem com que seus valores de mercado variem. Analisamos, através de exemplos hipotéticos baseados em situações reais da indústria de petróleo, se os riscos políticos e regulatórios estão bem quantificados no WACC ou se deveriam ser objeto de cenários probabilísticos no fluxo de caixa. Apesar de afetarem toda a economia, o que indica que são riscos de mercado e devem ser quantificados por spread no WACC, nossos resultados indicam que a opção de inseri-los via cenários probabilísticos no fluxo de caixa gera resultados mais compatíveis com seu verdadeiro impacto e permite melhor poder de análise.

Tone at the Top

Neste aspecto vale observar o que é tratado ou determinado pela alta gestão ou o topo da pirâmide organizacional deve permear por toda a organização inclusive por fornecedores e terceirizados que prestam serviços à entidade.

Neste contexto convido a leitura do artigo Tone-at-the-Top Lessons from Abrahamic Justice, de autoria de Dov Fischer e Hershey H.Fiedman, publicado em Journal of Business Ethics – Abril/2019, vol.156, páginas 209-225 (clique para acessar), com o Resumo numa tradução livre do autor:

  • A “liderança pelo exemplo” de Abraão fornece um modelo para os líderes empresariais implementarem um tone at the top, com base no equilíbrio entre tzedek (retidão) e mishpat (julgamento legal).
  • O primeiro termo expressa a generosidade do espírito exigida dos líderes, enquanto o segundo expressa o bom julgamento em conformidade com a ética e a lei promulgada. Relacionamos os dois construtos a várias teorias contemporâneas de justiça e jurisprudência. Também relacionamos o desenvolvimento da justiça abraâmica na tradição judaica desde a antiguidade até Maimônides na idade média.
  • Extraímos informações dessa tradição para responder a uma pergunta contemporânea de ética nos negócios:
  • Os gerentes corporativos violam seu dever fiduciário com os acionistas se eles se recusam a se envolver em evasão fiscal legal?

Todo o artigo acima foi desenvolvido trazendo conceitos em ordem alfabética e não em ordem de importância.

Isso permite que reflitam e, possam incorporar condutas de alta performance e, dotar sua organização com competências de alto nível.

O que significa, passar a ser um profissional diferenciado e, a sua empresa/entidade a um nível de excelência sistêmica para que possa buscar e pretender melhor sobreviver num futuro cada vez mais turbulento, fluído, incerto e de alta concorrência.

Deixe abaixo suas críticas, ideias e sugestões e, até breve!

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Luiz Roberto Nascimento

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