MotivaSyn! #10 ¨GRC¨ Governança, Risco e Compliance por Luiz Roberto #podcast

Olá, eu sou o Luiz Roberto Nascimento e, sou mentor em GESTÃO FINANCEIRA & CONTABILIDADE GERENCIAL.

Aqui, eu venho falar sobre governança, risco e compliance na prevenção de fraudes e desvios de recursos.

Gostaria de apresentar as premissas que tenho utilizado para abordar  a ação preventiva no que diz respeito à mitigação de riscos, de fraudes, roubos, erros e desvios financeiros. É importante iniciar tratando da questão relacionada a ética, pois pode parecer piegas, tratar desse tema nos dias atuais.

Trata-se de um princípio básico apreendido com meu saudoso pai, de só apropriar daquilo que me fosse dado formalmente por alguém e, de preferência, na presença de outrem. Desta forma, brincadeira de mau gosto, feita por colegas de trabalho que, sem observar que eu tinha colocado o balanço financeiro da festa junina no quadro de avisos da associação de empregados da FOSFÉRTIL, em Belo Horizonte, quando foi Diretor-Tesoureiro, em meados dos anos 1980, fazendo piadinhas, pois tinha comprado um apartamento e dado de entrada o FGTS e pagar as prestações, igual ao aluguel. E, por coincidência, tinha tirado um carro zero, quitado através de consórcio.

A cada piadinha, dizia: ¨Você já foi ver o balanço da festa junina no quadro de avisos? Você tem alguma dúvida do que lá está demonstrado? Quer algum esclarecimento?¨ Com essa experiência, também fiz questão de orientar meu filho, para fazer o mesmo, preparando todos os demonstrativos e, sempre assinar contratos, junto com o Diretor-Presidente da entidade, quanto foi tesoureiro da comissão de formatura da turma de engenharia de software na Universidade de Santana, no início dos anos 2000, pois na época da constituição, mencionou que era filho de um profissional da área contábil e financeira. Desta forma, julgaram que teria tudo a ver com a posição.

Tenho estudado este tema relativo às fraudes e desvios contábeis e financeiros desde 1997, quando fui gerente financeiro de multinacional e, por orientação do Diretor-Presidente, fui fazer um workshop de prevenção de roubos e fraudes contábeis, onde foram apresentados vários exemplos de fraudes financeiras, sendo uma delas, de profissional de nível médio, que cuidava de fechamento de câmbio de pequenos valores e, assinaturas de revistas no exterior. Ele, ao perceber a fragilidade nos controles internos, passou a transferir valores em benefício próprio e, passou a ser investigado, ao ter comprado um apartamento na zona sul de São Paulo e, um carro novo, como se fosse fruto de herança.

Assim, julgo ser importante tratar assuntos relacionados ao fortalecimentos dos padrões éticos, desde o processo de seleção de colaboradores e prestadores de serviços, que irei tratar mais adiante, quando abordar sobre o compliance.

GRC, que em inglês, significa GOVERNANCE, RISC AND COMPLIANCE

pode ser tratado em português por Governança, Risco e Compliance ou Conformidade.

O termo COMPLIANCE já está incorporado a linguagem corrente. Desta forma, vamos iniciar tratando do tema GOVERNANÇA.

Para mim, numa rápida definição que dei num curso de extensão sobre controles internos, na escola de governo do TCM Tribunal de Contas do Município de São Paulo, assim me pronunciei:

GOVERNANÇA está relacionado ao governo das empresas e ou entidades sem fins lucrativos.

COMPLIANCE está mais relacionado ao cumprimento das leis, regulamentos e regulações, bem como as normas e controles internos.

Convido a todos a visitar o website conhecimento.ibgc.org.br para conhecer os princípios básicos de governança corporativa, como sendo:

1o. TRANSPARÊNCIA:

Mais do que obrigação de informar, é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis e regulamentos.

2o. EQUIDADE:

Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os stakeholders, atitudes ou políticas discriminatórias sobre qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

3o. ACCOUNTABILITY:

O terceiro tópico refere-se a accountability ou prestação de contas. Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação, de forma transparente e equânime, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

4o. RESPONSABILIDADE CORPORATIVA:

Este quarto, diz respeito a responsabilidade corporativa. Os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade das entidades, visando a sua longevidade e perenidade e, incorporando considerações de ordem social e ambiental, na definição dos negócios e das operações.

Agora vamos tratar de tema RISCO.

Estão relacionados principalmente aos seguintes passos do círculo virtuoso e retroalimentar:

O primeiro ponto importante é o PLANEJAMENTO e o DIAGNÓSTICO.

Consiste em planejar as etapas de definição de todos os stakeholders envolvidos no processo de gestão. Em seguida, ouça todos os representantes chaves dos stakeholders, aqui entendido como toda a cadeia produtiva de empregados, servidores, terceirizados e colaboradores das entidades, com o objetivo de estabelecer os riscos que sejam ameaças ou oportunidades do negócio ou da atividade.  É de bom tom criar um comitê de riscos, para desenvolvimento e implantação das ferramentas e técnicas aqui desenvolvidas.

O segundo ponto está relacionado a identificação de todos os riscos.

Após ouvir os representantes chaves dos stakeholders, listar todos os riscos, sejam ameaças ou oportunidades para o mapeamento de tais riscos identificados.

O terceiro ponto está relacionado a definição dos impactos qualitativos.

Agora é a hora de estabelecer critérios qualitativos dos impactos atuais e futuros, que sejam orientativos da Matriz de Risco das atividades da entidade. No que se refere aos critérios etimológicos de termos como alto, médio, baixo ou muito baixo, que são termos característicos que integram a Matriz de Risco, em consenso pela alta direção da entidade ou empresa sobre sua orientação.

O quarto ponto está relacionado a definição dos impactos quantitativos.

Estabelecer os critérios quantitativos dos impactos atuais e futuros, das atividades da entidade, que sejam orientativos da Matriz de Risco das atividades da entidade, no que se refere a probabilidade e os impactos de materialização dos riscos, aqui definidos.

O quinto ponto está relacionado ao plano de continuidade de negócios.

Trata-se do estabelecimento de planejamento de respostas aos riscos potenciais, para mitigar, evitar e aceitar a ocorrência de eventos positivos – aqueles que estão relacionados às oportunidades –  e, os negativos – que são as ameaças ao atingimento dos objetivos do negócio.

O sexto e último ponto está relacionado ao estabelecimento de monitoramento por indicadores.

Significa a determinação de critérios de medição ao longo dos processos críticos, que estejam disseminados nas normas, procedimentos e relatórios gerenciais.

COMPLIANCE

Já, com relação ao compliance ou conformidade, trata-se do conjunto de melhores práticas, que estão  além do cumprimento de normas legais e o enforcement de agências reguladoras.

Devemos ter o pleno conhecimento de que existe um alto volume de ditames legais e regulações, que as entidades estão sujeitas. Ao mesmo tempo, normas e procedimentos devem ser adotados, para o atendimento do arcabouço preventivo, para evitar a ocorrência de desvios dos objetivos corporativos.

Agora, se você estiver uma situação mais avançada, busque informações sobre a ISO 31000. Para os que atuem em entidades ligadas ao sistema financeiro, acesse o GUIA DE BOAS PRÁTICAS DE COMPLIANCE DA FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – que está disponível no website legiscomplaince.com.br . Neste guia, entre outras ótimas informações, irá tratar dos riscos de compliance e dos princípios e responsabilidades do: (a) Conselho de Administração; (b) Comitê de Auditoria;  (c) A alta administração ou diretores e (d) a Função de Compliance.

Para finalizar a conjunção dos elementos e ferramentas aqui apresentadas, julgo importante agregar esforços, nos critérios de seleção e manutenção do comportamento organizacional dos empregados e os colaboradores da entidade, par que sejam capazes de evitar que estes sejam o elo mais vulnerável no processo de gestão organizacional.

Assim, criar:

(a) normas e procedimentos;

(b) escolha de equipamentos e sistemas informacionais avançados;

(c) disponibilizar recursos financeiros para o custeio e o investimento em eficiência organizacional, caso os recursos humanos não estejam capacitados a usar e, otimizar tais recursos.

Agradeço pela oportunidade por estar comigo até o momento e até uma próxima oportunidade.

Para maiores informações, acesse nossa página de contatos.

Ouça em SOUNDCLOUD | Ouça em SPOTIFY

Luiz Roberto Nascimento

0 responses on "MotivaSyn! #10 ¨GRC¨ Governança, Risco e Compliance por Luiz Roberto #podcast"

Leave a Message

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Projeto executado por Carolina Figueiredo Marketing Digital ©. Todos os direitos reservados.
Scroll Up