Redes sociais não me dão retorno.

O que eu mais escuto dos meus clientes é isso, que redes sociais não dão retorno para a empresa, que não vai investir nisso pois é caro e não vale a pena.

Nessas horas eu sempre lembro da minha mãe, que fica abismada quando não encontramos o que ela quer na Internet.

A frase não é minha, mas eu sempre repito: “se não está na Internet, não existe”.

O que é “estar na Internet”?

O estar é a parte mais fácil de todo esse processo, basta cadastrar sua empresa no Google Negócio, pagar um anúncio nessas listas online, criar uma página com um desses construtores gratuitos que o mercado oferece.

Ter um perfil naquela rede social…

Ter um email!

Estar na internet é muito fácil, muito mais fácil que antigamente, com modens discados, com linha que tinha que estar desocupada para poder usar, com tarifa de Internet por minuto usado… Mas tem gente que ainda está na Internet como se tivesse ganho um CD da AOL com minutos grátis pra usar. (Conversa de gente que está na Internet desde quando aqui era tudo mato).

Mas é preciso ir além da parte de marcar presença

Não é todo mundo que parou na fase do “estar na Internet”.

Muitos já tem seus perfis em redes sociais, tem seu website feito por algum designer, tem uma logo bonita e atualizada, alguns tem até um blog.

Mas pararam por ai, reclamando que não dá retorno.

Vamos fazer uma análise de relacionamentos no mundo real antes? Sim, fora do virtual as pessoas também se relacionam, acredite!

Quando a gente conhece uma pessoa num evento, as vezes anotamos o contato dela, as vezes só trocamos olhares e por outras vezes, temos a oportunidade de conversar por mais tempo com uma determinada pessoa.

O evento acaba e você vai para casa, se você anotou o contato, pode ser que você entre em contato em outro momento, se você só trocou olhares ou ficou sabendo o nome da pessoa, pode ser que você procure por esta pessoa numa rede social para tentar uma aproximação. Se você teve a chance de conversar com a pessoa, pode tentar uma ligação, uma conversa no WhatsApp ou outro meio de se aproximar.

Mas nem sempre isso dá certo, não é mesmo? As vezes o segundo contato é frustrante. Você percebe que o telefone que a pessoa te passou estava errado, procura nas redes sociais e não encontra nenhum perfil, ou até encontra um, mas a última publicação é de 2013. Pode até ser que você consiga o contato, mas aí a pessoa não te trata da mesma forma que tratou no evento.

Nas redes sociais é a mesma coisa. Tem muita marca gerando essa mesma carga de frustração nos clientes. Não encontram as informações corretas, encontram perfis em redes sociais e blogs que pararam no tempo. Sem falar naquelas que preenchem os formulários de contato e nunca recebem um retorno ou naquelas que recebem respostas secas e, infelizmente, aqueles que a rede social não tem um comportamento alinhado com o resto da postura da empresa.

É preciso consistência e coerência

Aqui tem outra questão que sempre gera discussão: ter consistência é fundamental, e você pode achar que não, mas seus clientes avaliam isso em você como parte do seu sucesso e da sua determinação em atender as necessidades dele. Sim, não é algo que um cliente vá dizer: “Ah, eu não compro da marca tal pois eles não são consistentes” mas com certeza você irá ouvir: “Eu comprei da marca X pois sempre vejo as postagens deles no Instagram” ou “Sempre aparecia para mim a propaganda deles no Facebook, resolvi acessar e gostei do que eu vi”.

E é aqui que a gente começa a ver que as marcas e empresas começam a patinar.

Sim, dá muito trabalho ser consistente. Dá muito trabalho oferecer um conteúdo relevante para o seu cliente. Não dá mais pra achar que o importante é só postar todo mês/semana/dia e que isso é suficiente. Não dá mais pra simplesmente publicar no perfil profissional a foto do seu gato só porque ele é bonito.

“Ah, mas a Fulana publica a foto do gato dela no perfil profissional”. Mas se ela contar que ele tá lá do lado dela enquanto ela está desenvolvendo um novo produto, um novo projeto. Se quem vai até a empresa encontra o gato por lá, até aquela foto do gato tem um porquê de estar lá e é ai que eu começo a discutir a coerência.

Não pague uma pessoa ou agência para fazer sua arte. Ao menos que você saiba: o que, como, para quem e quando.

Não adianta ter um Instagram recheado de fotos lindas, com artes profissionais e seu atendimento ao cliente ser pífio. Não adianta fazer uma campanha por 15 dias e nunca mais fazer nada, “porquê não deu retorno”. E postar aquelas fotos lindas que você pagou aquele fotógrafo profissional, mas não responder nem um simples “que horas abre?” ou um “vai abrir no feriado?… Melhor não fazer então.

Sim, a gente precisa estar no maior número de redes sociais, desde que seu cliente esteja lá, mas seu futuro cliente vai te dar uma chance se você não responde nem sobre seu horário de atendimento?

E aquela empresa que tem aquele Facebook modernão, aquele perfil no Linkedin todo engajado, mas quando você vai negociar, parece que você voltou no tempo e o pessoal de vendas ainda faz as contas naquelas calculadoras com bobina?

E aquela empresa que é toda formal na Internet, fala super sério e quando você chega na loja, é atendido pelo vendedor e, ele parece aquele seu parceiro de truco do fim de semana?

Alinhar o discurso entre o virtual e o real é OBRIGATÓRIO.

Seja a mesma empresa online e offline.

Seja coerente.

Mas isso dá trabalho e custa muito caro.

Sim, dá trabalho.

E não dá para fazer o trabalho de casa da última tarefa para primeira. Não dá para pensar: primeiro eu tenho uma rede social linda, depois eu descubro quem é meu público alvo.

Não dá para fazer isso sem montar pelo menos um calendário de publicações, para ajudar a organizar o conteúdo que será publicado.

E não adianta fazer tudo isso sem saber se está indo no caminho certo.

E para saber se está indo no caminho certo você precisa ter resultados. E resultados demandam trabalho, como quase tudo na vida.

Então não dá para acreditar em fórmulas mágicas, mas sim, há uma receita de bolo simples que você pode ir fazendo até ter orçamento para investir em ajuda profissional.

Mas a receita do bolo eu vou deixar pra próxima conversa, ok? Creio que já te dei bastante coisa para pensar por enquanto.

Nos falamos em breve, prometo.

Em tempo, se você precisar de ajuda para dar os primeiros passos no mundo do marketing digital, vem conhecer a minha mentoria “Primeiros Passos” que ajuda pessoas e empresas e a escolherem o rumo certo para o seu negócio.

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